Noticia mais quente da semana, foi o princípio de revolta de ambientalistas contrários à posição do ministro do Meio Ambiente de flexibilizar o decreto de crimes ambientais que favorece os ruralistas . O ministro prometeu conversar mais vezes com as ONGs responsáveis por proteger o meio ambiente e disse ainda que, só haverá alteração de alguma lei, não em favor do setor rural, mas de " maior proteção e produção". Vamos aguardar os próximos fatos e ver o que há de verdade nisso.
Nas noticias que menos repercutiram tivemos uma informação importantíssima.
De 6.706 veículos inspecionados de maio a agosto deste ano, 3.112 apresentam irregularidades no motor, segundo a Prefeitura de São Paulo. Os principais problemas apontados na inspeção são o excesso do limite de emissão de poluentes e ruído estabelecidos em lei. Aliás, os ruídos dos onibus e caminhões estão acima do suportável. Por quê não se obriga o fabricante dos veículos a resolver o problema? As pessoas ganhariam qualidade de vida e aqueles que não se enquadrassem seriam multados gerando um fundo para uso dos serviços de saúde da cidade.
Ecowatch - Como imprensa brasileira trata as questões ambientais ? Os comentários são fruto do monitoramento semanal das noticias publicadas no Brasil e no exterior.
domingo, 31 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Como a imprensa brasileira trata o meio ambiente no Brasil
O assunto que mais repercutiu na semana que passou foi a licença concedida pelo (IBAMA), ao Projeto Hidrelétrico do Rio Madeira que evolui no campo jurídico e estagna no ambiental. A relação energia/impacto ambiental é um dos pontos que provoca divergências entre os Consórcios MESA e Enersus; além disto, questões envolvendo prejuízos ambientais, localização da instalação de usinas e possíveis problemas com a Bolívia podem acarretar maiores problemas para o entrave na região.
Nas matérias que menos repercutiram temos vários assuntos importantíssimos e muito pouco vasculhados em profundidade.
As regiões da Amazônia que estão licitadas ou em processo de licitação para exploração de petróleo e gás já somam uma área maior que a da França, e praticamente todas elas estão em regiões da floresta onde a natureza é mais rica em espécies.
O mapa do zoneamento econômico-ecológico da Amazônia Legal, em elaboração pelo governo, reconhece que a quarta parte da região (26%) é ocupada por intensa atividade econômica e não terá mais de recompor 80% da floresta, como prevê o limite legal de desmatamento.
O atraso no cumprimento da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para baixar o nível de enxofre no diesel, utilizado em regiões metropolitanas, virou um jogo de empurra dentro do governo e de parte da iniciativa privada.
O governo admite que a norma Proconve 6 não vai entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, como determina o Conselho e reconhece que não houve empenho das partes envolvidas para que o diesel mais limpo começasse a circular.
Nas matérias que menos repercutiram temos vários assuntos importantíssimos e muito pouco vasculhados em profundidade.
As regiões da Amazônia que estão licitadas ou em processo de licitação para exploração de petróleo e gás já somam uma área maior que a da França, e praticamente todas elas estão em regiões da floresta onde a natureza é mais rica em espécies.
O mapa do zoneamento econômico-ecológico da Amazônia Legal, em elaboração pelo governo, reconhece que a quarta parte da região (26%) é ocupada por intensa atividade econômica e não terá mais de recompor 80% da floresta, como prevê o limite legal de desmatamento.
O atraso no cumprimento da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para baixar o nível de enxofre no diesel, utilizado em regiões metropolitanas, virou um jogo de empurra dentro do governo e de parte da iniciativa privada.
O governo admite que a norma Proconve 6 não vai entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, como determina o Conselho e reconhece que não houve empenho das partes envolvidas para que o diesel mais limpo começasse a circular.
sábado, 16 de agosto de 2008
Notícias da semana - 5 a 12 de agosto 2008
Novamente a Amazônia e o governo deram o tom da cobertura sobre meio ambiente na imprensa brasileira. Uma das informações que mais repercutiu foi sobre a medida provisória convertida em lei que ampliou de 500 para 1.500 hectares o limite das áreas na Amazônia Legal que podem ser vendidas a seus ocupantes sem licitação, Lula vetou um artigo que condicionava a regularização das propriedades ao zoneamento ecológico-econômico dos Estados . Ou seja, é possível regularizar a terra sem respeitar as ainda futuras regras de ocupação. O motivo alegado foi acelerar processos sendo que o zoneamento ecológico-economico está previsto para ser concluído em 2009, daqui a menos de um ano.
O zoneamento determina quais as áreas poderão ser destinadas a atividades econômicas mais intensas e quais terão de ser preservadas.
A decisão é uma demonstração chocante de como a cultura nacional da desorganização impera em nossa sociedade. Colocamos os carros na frente dos bois e depois corremos para consertar o mal feito. O problema é que muitas vezes o mal feito não tem mais conserto.
Sandra Sinicco - Ecopress
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