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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Semana de 1 a 6 de maio de 2011


Depois de um período em que a mídia só falou de um casamento na Inglaterra, o assassinato de Osama Bin Laden e a beatificação do Papa João Paulo II, as atenções se voltam para a votação do Código Florestal que, nesta quarta-feira, deve movimentar os ambientalistas, ruralistas e demais envolvidos. A luta é grande ainda, pois há tantos alinhavos a serem feitos, que o prazo certamente não será suficiente para criar algo digno de permanecer por muito tempo no ar. A verdade é que, olhando para trás, vemos que o projeto foi apresentado pronto e com a alegação de que houve uma enorme consulta às bases antes de ser redigido. Os acontecimentos dos últimos meses comprovaram que isto não aconteceu. O lobby ruralista, que estava tranqüilo, quanto à votação do novo Código foi surpreendido por um esforço hercúleo dos ambientalistas e cientistas que, juntos, mais uma vez, tiveram que enfrentar o status quo e mostrar o quanto o Código estava distante de um mínimo de coerência com políticas ambientais e compromissos internacionais de sustentabilidade.
O preço disto tudo aparece no resultado do texto.
A importância da imprensa em um processo como este é indiscutível.
O que eu me pergunto é porque ainda geramos mais matérias em cima de polêmicas do que do acompanhamento de temas que, certamente, produzirão impactos fundamentais em nossas vidas, antecipando a maturação de idéias e o envolvimento da sociedade como um todo.

Outros destaques: Na semana passada um deputado federal do PMDB pediu o fechamento das usinas nucleares de Angra dos Reis por considerar que elas funcionam de forma ilegal, já que não têm licença ambiental para operar. Outro deputado, desta vez do PT, apresentou projeto de lei vetando o uso de peles de animais silvestres de qualquer tipo, em eventos de moda no Brasil. Em caso de descumprimento da lei a pena seria de 1 a 3 anos de reclusão.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Semana de 15 a 19 de junho de2009

O destaque desta semana é uma noticia com pouca repercussão. Quem desmata, retira ouro, abre estradas ou mata animais dentro de parques e reservas na Amazônia tem poucas chances de ser punido. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) revela que apenas 14% dos processos contra crimes ambientais nesses locais resultam em algum tipo de responsabilização

Importante também a movimentação dos ambientalistas em várias frentes para alertar sobre os perigos da MP da Grilagem que é apenas o inicio de um grande processo de desmonte da Legislação Ambiental brasileira.

O fato ganhou manchetes em vários jornais e revistas, mas já começa a perder força sendo substituído pelas denuncias no Senado e pela campanha contra a carne brasileira produzida em terras desmatadas da Amazônia levada adiante pelo Greenpeace. Aliás, esta campanha pegou o setor de calças curtas, pois percebe; se claramente que a velocidade com que as noticias se espalham hoje em dia no mundo, foi relevada pelos pecuaristas.

Estes dois embates ainda não terminaram e deverão ser tema de noticias ao longo das próximas semanas.


Alerta
Um estudo publicado na última edição da revista científica "Science" afirma que a derrubada de florestas para criação de pastagens ou plantações na Amazônia tende a provocar uma elevação inicial rápida nos índices de desenvolvimento humano local, mas a vantagem desaparece na medida em que o desmatamento avança.

Depois da Usina Nuclear de Angra 3, que deverá entrar em operação em 2014, o governo pretende construir mais quatro usinas nucleares até 2030, cada uma com 1 mil megawatts de potência. A primeira deve entrar em operação em 2019, na Região Nordeste, entre Recife e Salvador. Outra usina deve ser construída na mesma região, e mais duas na Região Sudeste, entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.