Esta semana o que pesou nas pautas ambientais foram as declarações do presidente dos Estados Unidos.
A matéria que mais repercutiu foi o anuncio de novas regras para as metas de combustíveis renováveis nos Estados Unidos, que representam uma grande vitória para o etanol de cana brasileiro.
Essas regras classificaram o etanol de cana, oficialmente, como mais eficiente na redução da emissão de poluentes que o de milho, produzido nos EUA. Essa classificação abre o caminho para usinas brasileiras concorrerem às cotas de "biocombustíveis avançados" , que serão de 2,2 bilhões de litros neste ano e chegarão a 80 bilhões de litros em 2020.
Uma outra noticia repercutiu bastante e veio do anuncio feito por Bill McKibben que é escritor e ambientalista norte-americano que está liderando uma campanha intitulada"O número 350 é o mais importante do planeta . O número foi escolhido para dar uma referencia às pessoas em geral sobre o significado de "segurança climática". Trata-se do limite de concentração de carbono na atmosfera que o mundo deve adotar para evitar uma catástrofe ambiental, medido em partes por milhão. O nível atual de concentração já é maior do que isso: 381 ppm. No período pré-industrial era de 278 ppm. O ambientalista viajará o mundo divulgando este número e traduzindo em miúdos algo complexo para que as pessoas possam se engajar na defesa de um clima mais saudável.
Agora, a notícia mais importante da semana foi a que menos repercutiu. Veio do Instituto Sócio Ambiental, ONG respeitadíssima, que alertou para os trabalhos em curso no Senado Federal para rever o Código Florestal brasileiro. O tempo fechou na audiência publica conjunta que reuniu 11 comissões com representantes
do governo federal e de organizações da sociedade civil subsídios para a revisão do Código Florestal.
A audiência pública foi requerida pela senadora Kátia Abreu (DEM/TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA que quer instituir um novo Código Ambiental brasileiro, com ênfase na resolução do passivo ambiental das propriedades rurais.
A audiência deixou claro que há muita contradição por trás do discurso a favor do desmatamento e que as soluções específicas prescindem de maior confiança na aplicação dos instrumentos legais.
Ecowatch - Como imprensa brasileira trata as questões ambientais ? Os comentários são fruto do monitoramento semanal das noticias publicadas no Brasil e no exterior.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Semana de 27 de abril a 1 de maio de 2009
A noticia que mais repercutiu na semana que passou foi a da Folha de S.Paulo de que a Petrobras começou a produzir um novo óleo diesel com baixo conteúdo de enxofre, ou seja, menos poluente. A empresa também fala em auto-suficiência neste tipo de combustível para 2012. Já o Estadão avisou dias antes que o Brasil estava importando este ano cerca de 1 bilhão de litros de diesel do tipo S50 (com 50 partes de enxofre por milhão ou ppm) para atender à determinação do (Conama) para redução das emissões de enxofre nos grandes centros urbanos. O volume importado representará dois terços desse tipo de diesel consumido em 2009.
Outra noticia que também repercutiu bastante foi a proposta brasileira na reuniao do G8 de Siracusa para que os paises adotem uma taxa de 10% sobre os lucros da indústria petroleira, a fim de alimentar o fundo de proteção ao ambiente contra o aquecimento global.
O interessante foi notar o tom diametralmente oposto das manchetes e abordagens destes assuntos pela Folha de S.Paulo e pelo Estadão.
Enquanto a Folha aborda a participação brasileira e as ações ligadas ao meio ambiente por parte do governo em tom extremamente otimista, o Estadão adota um tom oposto, pessimista e critico.
Ou seja, para os leitores da Folha, a semana que passou foi pródiga em ações de meio ambiente especialmente no que se refere às ações do Governo, já para os leitores do Estadão....
Enquanto o Congresso e o governo negociam mudanças nos atuais limites do desmatamento no país, uma pesquisa Datafolha mostrou que 94% dos entrevistados preferem a suspensão do abate de árvores, mesmo que isso signifique frear o crescimento da produção agropecuária. Esta foi a matéria que menos repercutiu na semana passada.
Outra noticia que também repercutiu bastante foi a proposta brasileira na reuniao do G8 de Siracusa para que os paises adotem uma taxa de 10% sobre os lucros da indústria petroleira, a fim de alimentar o fundo de proteção ao ambiente contra o aquecimento global.
O interessante foi notar o tom diametralmente oposto das manchetes e abordagens destes assuntos pela Folha de S.Paulo e pelo Estadão.
Enquanto a Folha aborda a participação brasileira e as ações ligadas ao meio ambiente por parte do governo em tom extremamente otimista, o Estadão adota um tom oposto, pessimista e critico.
Ou seja, para os leitores da Folha, a semana que passou foi pródiga em ações de meio ambiente especialmente no que se refere às ações do Governo, já para os leitores do Estadão....
Enquanto o Congresso e o governo negociam mudanças nos atuais limites do desmatamento no país, uma pesquisa Datafolha mostrou que 94% dos entrevistados preferem a suspensão do abate de árvores, mesmo que isso signifique frear o crescimento da produção agropecuária. Esta foi a matéria que menos repercutiu na semana passada.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Semana de 22 a 27 de abril de 2009
O Dia Mundial da Terra que aconteceu na semana passada pautou a maior parte dos assuntos relacionados ao meio ambiente publicados na imprensa brasileira.
O tema mais abordado foram as florestas, seus impactos, dados estatísticos que não param de ser revisados para cima e para baixo. Fica claro, na leitura dos sites e jornais que o Brasil tenta administrar o um monitoramento frágil e ainda tem um longo caminho a percorrer até ter consistência para fundamentar o planejamento a longo prazo.
Dentre as várias notícias que repercutiram bastante temos que as principais empresas comercializadoras de soja ligadas à Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional das Empresas Exportadoras de Cereais (Anec) anunciaram que não vão comprar soja da safra 2008-2009 que tenha provocado desmatamento na Amazônia. E mais: não haverá crédito para os fazendeiros que desafiaram a moratória, em vigor desde julho de 2006. A reação da indústria é uma resposta clara aos resultados do segundo monitoramento do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), que detectou fazendas que plantaram o grão em áreas recém desmatadas na Amazônia.
Outra noticia, esta positiva trata do crescimento, nos últimos 12 anos, das áreas cobertas por vegetação natural e reflorestadas nas propriedades agrícolas do Estado de São Paulo. Os dados são de 2007 e 2008. Informações da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo mostram aumento de 26% na área de mata natural e de 24,5% na área reflorestada, em comparação com o censo de 1997, com dados de 1995 e 1996.
Nas noticias que menos repercutiram destaquei os quarenta projetos de construção de usinas termoelétricas "sujas" - movidas a carvão ou a óleo combustível – que deverão entrar em funcionamento, na Região Nordeste, entre 2010 e 2013. É o resultado de políticas de atração de investimentos a qualquer custo por parte de Estados e municípios.
O tema mais abordado foram as florestas, seus impactos, dados estatísticos que não param de ser revisados para cima e para baixo. Fica claro, na leitura dos sites e jornais que o Brasil tenta administrar o um monitoramento frágil e ainda tem um longo caminho a percorrer até ter consistência para fundamentar o planejamento a longo prazo.
Dentre as várias notícias que repercutiram bastante temos que as principais empresas comercializadoras de soja ligadas à Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional das Empresas Exportadoras de Cereais (Anec) anunciaram que não vão comprar soja da safra 2008-2009 que tenha provocado desmatamento na Amazônia. E mais: não haverá crédito para os fazendeiros que desafiaram a moratória, em vigor desde julho de 2006. A reação da indústria é uma resposta clara aos resultados do segundo monitoramento do Grupo de Trabalho da Soja (GTS), que detectou fazendas que plantaram o grão em áreas recém desmatadas na Amazônia.
Outra noticia, esta positiva trata do crescimento, nos últimos 12 anos, das áreas cobertas por vegetação natural e reflorestadas nas propriedades agrícolas do Estado de São Paulo. Os dados são de 2007 e 2008. Informações da Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo mostram aumento de 26% na área de mata natural e de 24,5% na área reflorestada, em comparação com o censo de 1997, com dados de 1995 e 1996.
Nas noticias que menos repercutiram destaquei os quarenta projetos de construção de usinas termoelétricas "sujas" - movidas a carvão ou a óleo combustível – que deverão entrar em funcionamento, na Região Nordeste, entre 2010 e 2013. É o resultado de políticas de atração de investimentos a qualquer custo por parte de Estados e municípios.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
Semana de 19 a 24 de abril de 2009
Nas notícias que mais repercutiram nesta semana, uma chamou a atenção. A audiência entre órgãos federais e estaduais em Florianópolis está buscando soluções para o impasse entre o código ambiental de Santa Catarina e a legislação federal. No fim do mês passado, a Assembléia Legislativa do Estado aprovou o Código Estadual do Meio Ambiente, que diminui a área de preservação ambiental estabelecida pelo Código Florestal Brasileiro. O problema todo é que Santa Catarina está flexibilizando leis ambientais, indo na contra-mão das normas federais que são mais rígidas.
Imaginou se isso pega?
Das noticias que menos repercutiram temos que a Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no Estado de São Paulo multou a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) em R$ 282,5 mil por recolher animais da fauna silvestre durante as obras do Trecho Sul do Rodoanel sem autorização. Ontem, o Estado revelou que 105 animais que habitavam áreas da obra, em região de mata atlântica, morreram depois de passar pelo manejo de técnicos da empresa ligada ao governo estadual e responsável pelo empreendimento. Pode?
Imaginou se isso pega?
Das noticias que menos repercutiram temos que a Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no Estado de São Paulo multou a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) em R$ 282,5 mil por recolher animais da fauna silvestre durante as obras do Trecho Sul do Rodoanel sem autorização. Ontem, o Estado revelou que 105 animais que habitavam áreas da obra, em região de mata atlântica, morreram depois de passar pelo manejo de técnicos da empresa ligada ao governo estadual e responsável pelo empreendimento. Pode?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Leitura da semana de 6 a 13 de abril de 2009
Um fato que chama a atenção na cobertura ambiental brasileira é a falta de analises comparativas de lançamentos de campanhas, estatísticas e informações parciais de fatos.
Isso transforma a informação ambiental em uma imensa ladainha de denuncias, lançamentos de programas, contra-denuncias sem que ao leitor seja possível formar uma opinião mais consistente sobre os vários aspectos que envolvem uma área tão complexa como é a ambiental.
Por exemplo: o Estadão deu na semana passada a notícia sobre Um pacto para restaurar 150 mil quilômetros quadrados da mata atlântica - uma área equivalente ao Estado do Ceará. Diz a matéria que a meta é recuperar 30% da área original do bioma até 2050. Duas frases depois diz que a iniciativa pretende restaurar 10% do bioma original que desapareceu. Não dá para entender nada.
Estranhamente a matéria não cita valores a serem investidos nem as áreas onde a recuperação merecerá atenção.
Em 2001, o mesmo Estadão dava uma matéria informando que até então já haviam sido investidos R$ 321 milhões na mata atlântica e 1.015 organizações públicas, privadas e da sociedade civil organizadas estavam envolvidas em projetos de conservação e recuperação da região.
Sugestão: como o assunto tem uma longa história de matérias na mídia, por que não trabalhar um pouco mais a informação e prestar um serviço de qualidade ao leitor?
O governo concluiu estudo sobre a localização de portos ou terminais que deverão ser construídos para comportar o aumento na movimentação de carga prevista até 2023. Foram definidas 19 áreas, subdivididas em 45. Há que se ficar atento às áreas de preservação ambiental para que não sejam degradadas a exemplo da tentativa de instalação de um porto em Peruíbe.
Das noticias que menos repercutiram temos a de que uma equipe internacional de pesquisadores seqüenciou os genomas de duas variedades de algas verdes microscópicas, mostrando os genes que lhes permitem capturar o gás carbônico (CO2) e manter o equilíbrio químico dos oceanos.
Isso transforma a informação ambiental em uma imensa ladainha de denuncias, lançamentos de programas, contra-denuncias sem que ao leitor seja possível formar uma opinião mais consistente sobre os vários aspectos que envolvem uma área tão complexa como é a ambiental.
Por exemplo: o Estadão deu na semana passada a notícia sobre Um pacto para restaurar 150 mil quilômetros quadrados da mata atlântica - uma área equivalente ao Estado do Ceará. Diz a matéria que a meta é recuperar 30% da área original do bioma até 2050. Duas frases depois diz que a iniciativa pretende restaurar 10% do bioma original que desapareceu. Não dá para entender nada.
Estranhamente a matéria não cita valores a serem investidos nem as áreas onde a recuperação merecerá atenção.
Em 2001, o mesmo Estadão dava uma matéria informando que até então já haviam sido investidos R$ 321 milhões na mata atlântica e 1.015 organizações públicas, privadas e da sociedade civil organizadas estavam envolvidas em projetos de conservação e recuperação da região.
Sugestão: como o assunto tem uma longa história de matérias na mídia, por que não trabalhar um pouco mais a informação e prestar um serviço de qualidade ao leitor?
O governo concluiu estudo sobre a localização de portos ou terminais que deverão ser construídos para comportar o aumento na movimentação de carga prevista até 2023. Foram definidas 19 áreas, subdivididas em 45. Há que se ficar atento às áreas de preservação ambiental para que não sejam degradadas a exemplo da tentativa de instalação de um porto em Peruíbe.
Das noticias que menos repercutiram temos a de que uma equipe internacional de pesquisadores seqüenciou os genomas de duas variedades de algas verdes microscópicas, mostrando os genes que lhes permitem capturar o gás carbônico (CO2) e manter o equilíbrio químico dos oceanos.
terça-feira, 3 de março de 2009
Leitura de 23 de fevereiro a 3 de março de 2009
Semana focada em mudanças climáticas por conta do evento mundial sobre o tema em Nairóbi dias atrás.
Das matérias que mais repercutiram temos uma informando que a velocidade com que o nível do mar está subindo agora é quase o dobro daquela verificada no século 20. Os dados mais recentes, coletados desde 1993, mostram que a elevação da linha d'água até 2100 será de 1,80 metro, mais do que o dobro da prevista pelo painel do clima da ONU.
Outra matéria interessante de repercussão média vem da Folha On Line. Fala de um biólogo brasileiro que detectou que os botos marinhos em Paranaguá vêm apresentando extensas feridas na pele. As fotos do pesquisador foram levadas para uma veterinária holandesa no Peru e ela descobriu que se trata de um tipo de micose, provavelmente causado pela poluição da água. Entre os prováveis agentes poluidores estão as fazendas de camarão e o uso pesado de antibióticos profiláticos. Arredios e sem o carisma do golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), esses animais ainda são virtualmente desconhecidos pelos cientistas. Até 1993, não havia nenhum trabalho de fotoidentificação desses animais, e somente em 2005 uma análise de DNA revelou que eles são uma espécie separada do boto tucuxi da Amazônia.
É do Correio Braziliense uma das matérias que menos repercutiu e que no entanto alerta para um processo fundamental no desenvolvimento de ações do governo na Amazônia. Trata-se das 249 emendas apresentadas por parlamentares para mudar a medida provisória 458. A disputa em torno do comando desta ação tem alguns componentes importantes: o foco nas eleições daqui a dois anos dada a repercussão que o assunto deve ter nos proximos meses. O curioso é ver deputados de cidades a 2 mil km da Amazonia proporem a extensão do beneficio para regiões tão longinquas.
O que propõe a MP 458
Simplifica a regularização das posses de até 1,5 mil hectares
em terras da União na Amazônia Legal
Transfere para cerca de 450 municípios as terras - pertencentes à União - sobre as quais essas cidades foram erguidas
Proíbe a regularização de qualquer posse surgida sobre áreas das Forças Armadas, ocupadas por populações indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, florestas públicas, unidades de conservação ou que contenham benfeitorias federais
A posse de até 100 hectares será doada. As de 101 hectares a 1,5 mil hectares serão vendidas diretamente ao posseiro, sem licitação. A
alienação da área somente poderá ocorrer depois de dez anos. As posses de tamanho superior a 1,5 mil hectares não serão regularizadas
Das matérias que mais repercutiram temos uma informando que a velocidade com que o nível do mar está subindo agora é quase o dobro daquela verificada no século 20. Os dados mais recentes, coletados desde 1993, mostram que a elevação da linha d'água até 2100 será de 1,80 metro, mais do que o dobro da prevista pelo painel do clima da ONU.
Outra matéria interessante de repercussão média vem da Folha On Line. Fala de um biólogo brasileiro que detectou que os botos marinhos em Paranaguá vêm apresentando extensas feridas na pele. As fotos do pesquisador foram levadas para uma veterinária holandesa no Peru e ela descobriu que se trata de um tipo de micose, provavelmente causado pela poluição da água. Entre os prováveis agentes poluidores estão as fazendas de camarão e o uso pesado de antibióticos profiláticos. Arredios e sem o carisma do golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), esses animais ainda são virtualmente desconhecidos pelos cientistas. Até 1993, não havia nenhum trabalho de fotoidentificação desses animais, e somente em 2005 uma análise de DNA revelou que eles são uma espécie separada do boto tucuxi da Amazônia.
É do Correio Braziliense uma das matérias que menos repercutiu e que no entanto alerta para um processo fundamental no desenvolvimento de ações do governo na Amazônia. Trata-se das 249 emendas apresentadas por parlamentares para mudar a medida provisória 458. A disputa em torno do comando desta ação tem alguns componentes importantes: o foco nas eleições daqui a dois anos dada a repercussão que o assunto deve ter nos proximos meses. O curioso é ver deputados de cidades a 2 mil km da Amazonia proporem a extensão do beneficio para regiões tão longinquas.
O que propõe a MP 458
Simplifica a regularização das posses de até 1,5 mil hectares
em terras da União na Amazônia Legal
Transfere para cerca de 450 municípios as terras - pertencentes à União - sobre as quais essas cidades foram erguidas
Proíbe a regularização de qualquer posse surgida sobre áreas das Forças Armadas, ocupadas por populações indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, florestas públicas, unidades de conservação ou que contenham benfeitorias federais
A posse de até 100 hectares será doada. As de 101 hectares a 1,5 mil hectares serão vendidas diretamente ao posseiro, sem licitação. A
alienação da área somente poderá ocorrer depois de dez anos. As posses de tamanho superior a 1,5 mil hectares não serão regularizadas
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