segunda-feira, 27 de julho de 2009

Semana de 20 a 27 de julho de 2009

A Amazonia voltou a ser o foco das atenções em numero de quantidade das noticias de meio ambiente na semana que passou mas o fato é que as noticias são todas repercussão de informações da semana passada. Outros temas bastante abordados foram o desmatamento, lixo e o agribusiness.
Dentre todas, vale a pena destacar uma lei que está sendo avaliada pelo Senado norte-americano que tem todos os componentes de protecionismo ambiental – ou seja, a intenção é subsidiar novas tecnologias limpas para os carros, desde que sejam norte-americanas. A lei se chama Lei de Segurança e Energia Limpa, prevista para entrar em vigor em 2025. A idéia é liberar 30% dos custos para expandir ou abrir fábricas de automóveis , peças e montagem de carros limpos.

Das noticias que menos repercutiram destaco a informação de que o número de pés de seringueira aumentou 67% nos últimos dez anos em São Paulo. O Estado é responsável por mais da metade da produção nacional de borracha. Os dados são do IEA (Instituto de Economia Agrícola), ligado ao governo do Estado.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Semana de 14 a 20 de julho de 2009

Uma das informações que mais repercutiu foi o anuncio de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no no norte da África, dentro do Deserto do Saara , capaz de fornecer pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte africano e do Oriente Médio.
O Desertec prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, que utiliza espelhos para concentrar a luz do sol sobre torres de energia que produzem vapor, que por sua vez movimentam turbinas que produzem eletricidade. O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.
A idéia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de eletricidade, viabilizou o investimento. Restam as questões políticas, que certamente não dependem de avanços tecnológicos e sim de decisões culturais e de autonomia sobre o uso do espaço que certamente deverá ser ressarcido por isso.
Uma das noticias que menos repercutiu em termos nacionais foi a criação do maior parque linear do mundo, aqui em São Paulo ao longo dos 1,1 mil km do rio Tiete. O governo estadual assinou convênio com as prefeituras de oito municípios para preservar as várzeas, recuperar a drenagem do rio e melhorar as condições ambientais. O Parque Várzeas do Tietê terá 107 km² de área verde e 33 núcleos com equipamentos de lazer, cultura, arte e esporte. Imaginou que beleza ter um parque a exemplo do que já existe em Roma e poder fazer um programa grátis de um dia pelo rio Tiete?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Semana de 8 a 13 de julho de 2009

A semana que passou foi rica em marchas e contramarchas relacionadas aos debates na reunião do G8 sobre o necessário compromisso para reduzir o impacto das atividades humanas nas mudanças climáticas. De concreto nada de avanços e uma critica dura do Secretário Geral da ONU lamentando a falta de comprometimento em definir claramente metas para dar inicio a um programa sério visando amenizar o problema.
Mas a matéria que mais repercutiu mesmo foi uma nota sobre a cidade australiana Bundanoon, ou Bundy que proibiu, após deliberação dos moradores, o uso de água engarrafada. A decisão veio depois que uma empresa de bebidas anunciou que queria extrair água do local, leva-la para Sidney, para engarrafa-la e transporta-la de volta para a cidade para vende-la. Não se tem noticia de que outra cidade tenha tomado tal decisão no mundo.
Das matérias que menos repercutiram temos o parecer técnico do IBAMA sobre a pavimentação da BR 319, que une Manaus a Porto Velho, e que foi considerada inviável ambientalmente falando. Isso gerou polemicas em vários órgãos do governo e promete ter repercussões em breve. Segundo o Greenpeace agora o licenciamento só será retomado no ano que vem.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Semana de 30 de junho a 8 de julhode 2009

Além da noticia que mais repercutiu informando que o Brasil é o país com maior número de espécies de pássaros ameaçadas de extinção em todo o mundo outra noticia que de bastante impacto foi a de que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ao Japão que aumente sua ajuda aos países em desenvolvimento para lutar contra a mudança climática.
Mas importante mesmo foi a informação de repercussão média de que o Brasil está aquém das metas de preservação da biodiversidade que assumiu para 2010 dentro da CDB (Convenção sobre Diversidade Biológica), o mais importante acordo internacional para gestão da fauna e da flora do planeta. Em vigor desde dezembro de 1993, o tratado entra agora numa fase crítica sob o risco de virar uma peça de ficção, por culpa do Brasil e de outros países signatários.
Uma noticia que pouco ou nada repercutiu foi a de que a mistura de 4% de biodiesel ao óleo diesel comercializado em todo o país começou a ser obrigatória. Cada litro da nova mistura reduz em 3% a emissão de gás carbônico.
Embora a quantidade de notícias ambientais tenha sido alta os assuntos ficaram divididos entre Amazonia, Lixo, Mudanças Climáticas e Acordos Internacionais, este sim como o assunto mais abordado pela imprensa nacional pautados por eventos governamentais.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Semana de 23 a 30 de junho 2009

O Estado de S,Paulo foi o campeão de noticias ambientais da semana que passou. Abordou vários temas relacionados ao meio ambiente como há muito tempo não fazia.
O tema mais abordado foi o das energias renováveis.
Já em numero de matérias temos sobre assuntos relacionados temos o anuncio da Petrobras e da Vale formando uma parceria para exploração de petróleo e gás natural no Espírito Santo e anúncios de ambas as empresas buscando alternativas energéticas para suas operações.
Nas que menos repercutiram temos duas informações importantes: o anuncio do primeiro ministro britânico Gordon Brown sugerindo a criação de um fundo alimentado pelos países ricos de US$ 100 bilhões por ano para financiar as nações em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas. O pacote faria parte do acordo que se negocia até o final do ano para determinar novos limites às emissões de CO2. Brown ainda quer reduzir em 50% o ritmo de desmatamento das florestas tropicais até 2020 e parar por completo a perda de cobertura florestal até 2030. Ou seja, mais uma vez surge uma proposta neste sentido. Outro, foi um fato que mostra uma guinada de 180 graus no posicionamento ambiental norte-americano. A Câmara dos EUA aprovou na semana passada por 219 votos a 212 uma lei climática que estabelece limites para emissões de gases causadores do efeito estufa e um mercado de créditos de carbono. A aprovação da lei na Câmara foi vitória, apertada, è verdade, do presidente Obama defende a redução da dependência americana do petróleo importado. De acordo com a proposta aprovada na Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado para se tornar lei, os EUA se comprometem a reduzir em 17% as emissões até 2020 e 83% até 2050, em relação aos níveis de 2005.
E aqui no Brasil, o presidente Lula fez apenas dois vetos na medida provisória que permitiu na semana passada começar a regularização de posses de até 1,5 mil hectares da Amazônia. Os ambientalistas reclamaram mas dias depois pararam de repercutir o assunto.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Semana de 15 a 20 de junho 2009

As Mudanças climáticas foram o centro das atenções da maior parte das matérias publicadas sobre meio ambiente na semana que passou.

A que mais repercutiu foi sobre o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), informando que quase 2 milhões de toneladas de gases do efeito estufa deixaram de ser emitidas pela indústria brasileira entre novembro e abril . Motivo? A crise financeira. Nada a ver com planejamento ou medidas preventivas.
Enquanto isso, o governo dos EUA afirmou que os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos por la e pode ser que o fenômeno seja pode ser irreversível . Enquanto isso surgem informacoes de que a Ásia pode aumentar para mais de 40% até 2030, tornando-a o maior motor da mudança climática do mundo. Mesmo assim, alerta da revista Science publicando estudo da Universidade de Columbia informa que
As atuais concentrações de dióxido de carbono na atmosfera são as maiores já registradas nos últimos 2,1 milhões de anos. O estudo comprova que quanto maior for a concentração de CO2, mais elevada é a temperatura do planeta.
Uma noticia importante e de repercussão media foi o cancelamento do acordo do Frigorífico Bertin com a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial que apoia o setor privado. O Bertin deixara portanto de receber cerca de US$ 90 milhões.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Semana de 15 a 19 de junho de2009

O destaque desta semana é uma noticia com pouca repercussão. Quem desmata, retira ouro, abre estradas ou mata animais dentro de parques e reservas na Amazônia tem poucas chances de ser punido. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) revela que apenas 14% dos processos contra crimes ambientais nesses locais resultam em algum tipo de responsabilização

Importante também a movimentação dos ambientalistas em várias frentes para alertar sobre os perigos da MP da Grilagem que é apenas o inicio de um grande processo de desmonte da Legislação Ambiental brasileira.

O fato ganhou manchetes em vários jornais e revistas, mas já começa a perder força sendo substituído pelas denuncias no Senado e pela campanha contra a carne brasileira produzida em terras desmatadas da Amazônia levada adiante pelo Greenpeace. Aliás, esta campanha pegou o setor de calças curtas, pois percebe; se claramente que a velocidade com que as noticias se espalham hoje em dia no mundo, foi relevada pelos pecuaristas.

Estes dois embates ainda não terminaram e deverão ser tema de noticias ao longo das próximas semanas.


Alerta
Um estudo publicado na última edição da revista científica "Science" afirma que a derrubada de florestas para criação de pastagens ou plantações na Amazônia tende a provocar uma elevação inicial rápida nos índices de desenvolvimento humano local, mas a vantagem desaparece na medida em que o desmatamento avança.

Depois da Usina Nuclear de Angra 3, que deverá entrar em operação em 2014, o governo pretende construir mais quatro usinas nucleares até 2030, cada uma com 1 mil megawatts de potência. A primeira deve entrar em operação em 2019, na Região Nordeste, entre Recife e Salvador. Outra usina deve ser construída na mesma região, e mais duas na Região Sudeste, entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.